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FIAT LUX

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Dez motivos pelos quais nós ainda não encontramos, definitivamente, os ALIENS.

O Paradoxo de Fermi, introduzido pela primeira vez pelo físico Enrico Fermi, faz a pergunta: “Onde está todo mundo?”. Ou, mais especificamente: “Onde estão todos os aliens?”. Afinal, quando levamos em consideração o tamanho do universo, o provável número de planetas absolutamente parecidos com a Terra e uma série de outras variáveis, é natural (e bastante lógico) concluirmos que deve haver dezenas de milhares, ou mais, de civilizações extraterrestres na galáxia. E como a nossa galáxia tem cerca de 10 bilhões de anos de idade, os cientistas concordam que os mundos inteligentes tiveram tempo de sobra para entrar em contato um com o outro. Então, se os aliens devem existir estatisticamente, por que não encontramos nenhum ainda? 
 10. A Terra é especial.

 Uma teoria chamada de “A Teoria da Terra Rara” sugere que a cadeia de eventos que criou a vida em nosso planeta foi tão complexa que só uma tempestade biológica perfeita poderia recriá-la em outro lugar. Em outras palavras, o que essa hipótese defende é que embora possa haver planetas iguais à Terra, nenhum deles tem exatamente, tim tim por tim tim, o que é preciso para que a vida inteligente se desenvolva. Ou seja, um dos motivos pelos quais ainda não encontramos aliens é porque eles simplesmente não existem – ou eles são tão poucos que a probabilidade de fazer contato é altamente improvável. O principal fator que torna a Terra tão hospitaleira para o desenvolvimento da vida como a conhecemos é o seu longo período de condições climáticas relativamente estáveis, o que é possível devido a órbita e posição única do nosso planeta. Se não fosse essa distância exata que estamos do sol e da lua, o planeta seria provavelmente MUITO quente ou MUITO frio, com muito pouco oxigênio e, consequentemente, muito instável para dar suporte para qualquer vida além de bactérias. O paleontólogo Peter Ward e o astrônomo Donald Brownle foram os primeiros a defender essa teoria. Depois de quase 15 anos desde que a divulgaram, eles continuam confiantes de que as chances de encontrarmos aliens são extremamente baixas.
 9. Toda a vida alienígena é atrasada em termos de tecnologia.

  De acordo com a Teoria do Grande Filtro, proposta em 1996 pelo professor Robin Hanson, a vida alienígena existe sim, mas a vida alienígena inteligente seria incapaz de avançar tecnologicamente o suficiente para estabelecer algum tipo de comunicação espacial de longa distância. Apesar de nossas naves espaciais modernas, satélites e rádios poderem fazer parecer que estamos chegando mais perto desse contato, vamos inevitavelmente chegar a um limite. Já sabemos, e os surtos recentes de ebola estão aí para confirmar, que desastres naturais catastróficos atacam periodicamente a Terra, por isso é possível que esses tipos de eventos também aconteçam em outros mundos, fazendo com que a vida inteligente volte à Idade da Pedra antes que a tecnologia possa se desenvolver até o máximo de seu potencial. Ou, talvez e não menos provável, outros mundos também se aniquilem por meio de uma guerra nuclear. Seja qual for o filtro, isso parece ser uma má notícia para os seres humanos. Porque não só provavelmente a gente nunca vai se comunicar com aliens, como, de acordo com essa teoria, a gente vai morrer tentando.
Mas, calma. Nem tudo está perdido. Alguns acreditam que nós seremos as primeiras pessoas a sobreviver ao grande filtro da mãe natureza. Então, eventualmente, seremos os primeiros seres superinteligentes a viajar amplamente pelo espaço e tomar um café com aliens.
 8. Os aliens já saíram do universo faz tempo.

  Hasta la vista, baby. Foi isso que os aliens podem ter dito para o universo. De acordo com Hipótese Transcendental do futurista John Smart, a vida alienígena existiu uma vez em nosso universo, mas tornou-se tão avançada que se mudou para pastos mais verdes. Para ser mais precisa, os aliens se tornaram tão evoluídos que pararam de olhar para o espaço exterior e se concentraram no conceito de espaço. Esse conceito pode ser comparado com a onda de miniaturização que temos acompanhado em computadores. O que inicialmente começou como algo enorme, foi progressivamente diminuindo em tamanho (até caber no bolso), ao mesmo tempo que cresceu em complexidade e poder.
Para os defensores da Hipótese Transcendental, a vida inteligente evolui da mesma forma, trabalhando constantemente em direção a um mais denso e mais eficiente uso do espaço, tempo, energia e matéria. Eventualmente, nós estaremos vivendo e operando em escala nanométrica até que nos tornemos tão pequenos que nós criaremos e viveremos em um buraco negro fora desse espaço-tempo contínuo. Para os inteligentes, os buracos negros são o destino final. Eles permitem a computação ideal e aprendizagem, a viagem no tempo, a coleta de energia e muito mais. Civilizações que não atingirem esse destino são consideradas falhas. Outros seres cósmicos podem estar trabalhando em direção a sua própria transcendência. Como seres humanos, eles podem emitir transmissões espaciais, mas esses tipos de sinais são, supostamente, o trabalho de civilizações ainda imaturas e não são susceptíveis de serem bem sucedidas. Além disso, com base na Lei de Moore (que defende que o poder dos computadores dobra a cada dois anos), estes seres provavelmente chegariam a transcendência antes de explorar o cosmos.
 7. A Terra não é tão fantástica quanto a gente imagina. 

 Talvez seja arrogância pensar que os aliens sequer tenham algum interesse em nós ou nosso planeta. Mundos muito mais interessantes podem existir e dar um apoio maior à vida, o que faria deles lugares muito mais propícios para serem explorados do que a Terra.
Como você pode perceber, essa teoria é o completo oposto da Teoria da Terra Rara e sua essência tem como base a ideia de que o nosso planeta simplesmente não é interessante. Uma raça alienígena capaz de viajar ou se comunicar através de anos-luz de distância poderia estar interessada em algo melhor que um planeta com problemas de superaquecimento e incontáveis redes de fast food. Da mesma forma, os aliens, sem dúvida, têm suas próprias tecnologias superiores e provavelmente não precisam de nenhum dos nossos míseros recursos. Então, se eles precisarem colher minerais ou outros elementos, eles não teriam de visitar a Terra. Essas coisas são encontradas flutuando por todo o espaço. Além disso, não importa o quão inteligentes os aliens sejam, viajar através de anos-luz não é tarefa fácil. Quais são as chances de eles investirem todos os seus recursos vindo para cá quando existem 8,8 bilhões de planetas como a Terra na Via Láctea? Para os seguidores dessa teoria, pensar na Terra como o destino óbvio de todos os aliens é sofrer com o mesmo geocentrismo que levou Galileu à execução.
 6. Nós estamos vivendo em uma realidade virtual.

  Sem dúvida, uma das explicações para o Paradoxo de Fermi mais difíceis de aceitar é a Hipótese do Planetário. Essa hipótese defende que o nosso mundo é uma espécie de “planetário de realidade virtual” projetado para nos dar a ilusão de que o universo é vazio. Sendo assim, nós não descobrimos qualquer vida extraterrestre porque esses aliens não foram projetados nos fundamentos do programa. Essa ideia data da época do filósofo Descartes, que questionou: “como podemos saber que o mundo ao nosso redor é real se somos apenas um cérebro numa cuba, que pensa que está vivendo no mundo real?”. Ao invés de termos nossos cérebros em uma cuba, no entanto, a maioria dos apoiantes modernos dessa hipótese acham que estamos em uma simulação de computador projetada por aliens mais avançados, que seriam capazes de aproveitar a energia suficiente para manipular a matéria e energia em escalas galácticas. Mas por que os aliens iriam querem nos ver como formigas em uma fazenda? Talvez apenas por diversão, ou talvez simplesmente porque eles podem. Por mais improvável que a Hipótese do Planetário possa parecer, os filósofos profissionais e físicos a encaram com respeito. Eles dizem que nós somos mais propensos a sermos inteligências artificiais em um mundo fabricado do que ter nossas próprias mentes. Além disso, eles também defendem que, se esse for o caso, nós provavelmente vamos descobrir a simulação, já que vamos inevitavelmente perceber uma falha no sistema ou conceber um teste adequado para provar a hipótese. Otimistas, não?
 5. A Terra está isolada de outros planetas com vida inteligente.

  Embora a vida alienígena inteligente realmente possa existir, nossos planetas podem ser muito longes um do outro para tornar a comunicação prática ou proposital (ou possível). A Terra pode estar tão longe de outros planetas habitados que simplesmente foi ignorada. Se isso não fosse solitário o suficiente, alguns afirmam que a maioria dos outros mundos estão relativamente agrupados uns perto dos outros, e estão interagindo entre si, enquanto nós estamos “fora de mão”. As raízes dessa ideia vêm de uma teoria matemática conhecida como “percolação”, que descreve como as coisas se acumulam em um ambiente aleatório. Com base na teoria de percolação, o universo teria se formado naturalmente com áreas de grande crescimento e áreas de menor crescimento em posições discrepantes. E, dessa forma, na hora que os dados foram jogados, os outros planetas com vida inteligente ficaram mais perto uns dos outros, e a Terra deu o azar (ou a sorte, deixo a seu critério) de ficar isolada. Então, em vez de tentar fazer contato com estes seres distantes, alguns pensadores, como Stephen Hawking, sugerem que o melhor a fazer é continuarmos de boca fechada. Hawking diz que, se pegarmos algum dia um sinal alienígena, “nós devemos ser cuidadosos na hora de responder de volta, até que tenhamos evoluído”, caso contrário, poderemos sofrer um destino semelhante ao dos nativos americanos após a chegada de Colombo. Parece uma conduta prudente.
 4. Nós ainda não flagramos os sinais alienígenas.

  A caça aos aliens tem sido travada pela falta de financiamento do governo, o que é necessário para pagar uma pequena fortuna em equipamentos e recursos de rastreamento de vida extraterrestre. Historicamente, a busca por programas de inteligência extraterrestre teve que contar com radiotelescópios emprestados e outros equipamentos que só poderiam ser usados por um tempo limitado. Estes obstáculos tornaram praticamente impossível fazer qualquer progresso real. Ainda assim, há algumas boas notícias, pelo menos para aqueles que pensam que fazer contato com alienígenas seja uma boa ideia. O Allen Telescope Array, um conjunto de telescópios de rádio especialmente concebidos para ajudar na busca de inteligência extraterrestre, tornou-se operacional em 2007. Este megatelescópio (que consiste em 42 telescópios individuais de 6 metros cada) foi em grande parte financiado pelo cofundador da Microsoft, Paul Allen. Depois de inúmeros contratempos, finalmente parece pronto para começar a fazer alguma exploração séria do espaço. Isso pode acender toda uma luz no fim do túnel para os entusiastas desse assunto.
 3. Nós não conseguimos reconhecer os sinais que os aliens nos mandam.

   Mesmo que existam outros planetas com vida alienígena inteligente, será que eles evoluiriam da mesma maneira que os seres vivos na Terra? Talvez eles sejam tão diferentes que nenhuma das partes seria capaz de reconhecer sinais um do outro. Pode ser que aconteça algo comparável à forma como os morcegos visualizam as ondas sonoras enquanto nós só vemos a luz. É possível que os humanos e aliens operem com sentidos inteiramente diferentes. O astrofísico Lord Rees ressaltou: “Eles poderiam estar olhando-nos na cara, e nós simplesmente não conseguirmos reconhecê-los”. O problema é que nós estamos procurando por algo muito parecido com nós, assumindo que eles, pelo menos, tenham algo como a mesma matemática e a mesma tecnologia. O que com certeza é uma possibilidade. Mas, convenhamos: bastante improvável! Eu suspeito que possa haver vida e inteligência lá fora em formas que não podemos conceber, nem mesmo imaginar. As coisas ficam especialmente complicadas quando a gente pensa em como seria a conexão com uma raça altamente avançada, pois eles podem usar métodos de comunicação (como neutrinos ou ondas gravitacionais) além de nossa compreensão tecnológica. Da mesma forma, as nossas emissões de rádio primitivas podem parecer nada mais do que um ruído branco para eles. Se os aliens e os humanos são de fato extremamente diferentes, é improvável que a gente consiga fazer qualquer tipo de contato.
 2. Superorganismos são inerentemente suicidas.

  A Hipótese Medea, ideia concebida pelo paleontólogo Peter Ward, é a noção de que os seres humanos e outros superorganismos carregam dentro de si as sementes da autodestruição. Desta forma, muito disso está ligado a Teoria do Grande Filtro, de que falamos anteriormente, uma vez que sugere que acabamos morrendo antes de evoluirmos o suficiente para tornar o contato extraterrestre possível. Essa teoria recebeu o nome de “Medea” em referência à assassina da mitologia grega, que matou seus próprios filhos. Neste caso, o planeta é a Medea, e todos os seres vivos são sua prole. Não quero morrer, mas a Mãe Terra já determinou que nossa hora, mais cedo ou mais tarde, irá chegar. Não sei se você já parou para pensar nisso, mas a extinção foi feita em nossa biologia para garantir que excessos populacionais sejam eliminados antes de criar um desequilíbrio na Terra. Uma vez que os humanos se tornam uma praga incurável no planeta, vamos fazer alguma coisa para garantir a nossa própria morte. É uma sabedoria da natureza. Peter Ward também acredita que quase todas as extinções em massa anteriores foram provocadas por organismos vivos. Por exemplo, para ele, a culpa das duas eras de gelo, de milhões de anos atrás, é de algumas plantas que proliferaram tão descontroladamente que absorveram quantidades excessivas de CO2. Isto provocou o arrefecimento global e, consequentemente, morte das plantas. Resumindo, o nosso relógio interno suicida pode chegar, de acordo com essa teoria, à estaca zero muito antes de termos a chance de nos conectar com aliens. 
 1. Os aliens já nos encontraram e caminham entre nós.

  Parece ficção científica, parece cena de Homens de Preto, mas algumas pessoas realmente acreditam com todas as suas forças que os aliens vivem e trabalham em torno de nós. Bem debaixo dos nossos narizes, só que ninguém se dá conta disso. Talvez porque, como dissemos anteriormente, a gente simplesmente não tenha evoluído o suficiente para detectar e codificar os sinais que eles nos mandam. Por exemplo, o ex-ministro de defesa canadense, Paul Hellyer, deu uma entrevista em 2014 na qual afirma que 80 espécies diferentes de vida alienígena vivem na Terra. Alguns deles parecem quase idênticos aos seres humanos. Outro grupo, os “Short Greys”, se parecem mais com aliens estereotipados e ficam relativamente escondidos da população. O mais louco de tudo isso é que Paul Hellyer l não está sozinho nessa. O físico Paul Davies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, e o Dr. Robert Trundle da Universidade Northern Kentucky, também nos EUA, têm opiniões semelhantes sobre a existência de extraterrestres no planeta. Para Hellyer, Davies, Trundle e aqueles que compartilham suas crenças, o Paradoxo de Fermi já foi respondido: alienígenas existem, e quer os seres humanos percebam, ou não, eles interagem com a gente diariamente. Apesar de enfrentarem uma grande quantidade de críticas por parte de seus colegas e do público geral, esses homens continuam firmes em suas opiniões.

Fonte: Listverse

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